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resolveram abrir de madrugada. Segundo a Feixe Tecnologia, que realiza pesquisa em doze shoppings do Estado do Rio, o movimento de pessoas entre as 10h do dia 23 e as 11h, de ontem, foi de 756.061.
Um aumento de 43,22%, em relação a 2003. O que significa um fluxo de 840 consumidores por minutos. E os lojistas garantem que o movimento também se refletiu em vendas.
-Quem sabe no dia das mães repetimos a dose-disse ontem o superintendente do BarraShopping, Eduardo Novaes.
A invasão dos clientes de última hora, segundo os lojistas, começou pouco antes da meia-noite e persistiu até por volta das 4h. Algumas lojas tinham funcionários nas portas para organizarem o acesso de clientes, muitos dos quais foram às compras motivados pela novidade do horário.
- Isso tinha que acontecer todos os anos. Trabalho com comércio e não tive outra opção de horário para comprar meus presentes-festejava a vendedora Daniele Souza, que saiu do Leblon para encarar uma fila numa loja de calçados no BarraShopping por volta das 2h.
-Ninguém imaginava que o carioca fosse abraçar essa idéia com tamanho entusiasmo. Para se ter uma idéia, todos os lojistas que conheço trouxeram colchonetes para que seus funcionários dormissem à noite, imaginando que não teriam muito que fazer e olha só como está isso-dizia surpreso Percival de Oliveira Lima, 62, dono de uma das lojas do BarraShopping.
Motivados pelos prêmios que seriam sorteados, pela manha, pela administração do shopping, entre eles um automóvel Citröen C3, os funcionários das lojas, todos voluntários, atendiam com disposição apesar do horário.
-Os clientes nos disseram que imaginavam que neste horário teriam a chance de comprar seus presentes com tranqüilidade, mas pelo visto, eles se enganaram-disse André Luiz Carvalho, 33, vendedor de uma loja de eletrodomésticos.
O movimento foi tanto que em algumas lojas foi necessário pedir vendedores de outras filiais para atender à clientela, além de organizar o acesso dos clientes.
-Perdemos venda porque não tínhamos vendedores suficientes- lamentou Sérgio Marques, gerente da Toulon, do Barra Shopping.
Em algumas lojas, as vendas da madrugada representaram 30% do faturamento do dia.
Aparelhos portáteis como DVD´s e televisores, além dos celulares, continuaram os campeões de vendas. Mas, segundo a administração do NorteShopping, houve uma recuperação dos setores de vestuário e brinquedos, que tinham caído no ano passado.
A abertura dos shoppings por 33 horas ininterruptas foi realizada pela primeira vez no Rio e São Paulo, mas já fora experimentado em Salvador e Fortaleza. O funcionamento das lojas foi voluntário, mas contou com a adesão da maioria. O horário fez sucesso tanto no Rio quanto em São Paulo, principalmente entre consumidores com pouco tempo para as compras. Foi o caso do autônomo Rogério Dionísio, que levou a família toda para garantir os presentes de última hora. Às 2h30m, eles ainda passeavam pelos corredores.
-É a melhor opção para quem trabalha durante o dia.
E a iniciativa deu tão certo que Hugo Matheson, diretor-superintendente da Egec, que administra 11 shoppings, seis no Rio, já decidiu abrir também na madrugada no próximo Natal.
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