Acesso controlado
 
 
 
Um sistema para medir com segurança o fluxo de pessoas que entram em um local seja ele um shopping ou supermercado. Essa foi a ferramenta implantada no Brasil pela Feixe Tecnologia, empresa que hoje atende a 30 shopping centers, incluindo o Morumbi Shopping e o Interlagos, em São Paulo, o Shopping Rio Sul e o Botafogo Praia Shopping, no Rio de Janeiro, e o Shopping Center Recife.

Atualmente, o gerenciador de fluxo de pessoas começa a colaborar na elaboração de ações de marketing das empresas nacionais, mas nos Estados
 

Unidos ele já foi além. “A companhia Shopper Track percebeu que ele era um dado poderoso.

Hoje, ele já está listado na Bolsa de Valores de Nova York e se antecipa aos indicadores do governo americano”, explica o diretor-presidente da Feixe, Paulo Campos.

O executivo lançou esse sistema no Brasil há dez anos. “Na época, não havia nenhuma ferramenta que medisse fluxo de pessoas para varejo na região”, lembra. Ele explica que eram utilizados contadores manuais. “Um shopping, por exemplo, contratava alguém para poder registrar o número de pessoas que entravam. Ninguém confiava nessa informação, que, por ser manual, tinha uma margem de erro grande”, fala. Já o gerenciador faz a contagem automática, através de sensores de raios infravermelhos instalados em cada acesso do shopping ou loja. “Os sensores reconhecem o sentido que a pessoa está e podem dizer se ela está entrando ou saindo do local. Também podemos verificar em tempo real quantas pessoas estão em um shopping”, fala. 

Campos destaca ainda que a ferramenta é ideal para os planos de marketing, pois logo após a realização de uma ação é possível medir o impacto e até testar as mídias. O método também colabora para o merchandising interno e até para o posicionamento de quiosques. “Todo o planejamento estratégico do shopping para o consumo é uma função do fluxo”, fala.

A gerente de marketing do Botafogo Praia Shopping, Mônica Maciel, conta que o estabelecimento utiliza essa ferramenta há quatro anos. “É uma opção muito útil. Costumo até brincar que todo profissional de marketing investe muito em pesquisa, que é uma ferramenta cara. Comparando, grosso modo, esse sistema é como um estudo de longo prazo”. Todos os dias, Mônica tem uma informação precisa de quantas pessoas entraram em cada acesso no shopping por hora. “Com isso podemos planejar ações, como a distribuição de chocolates feita na páscoa”.

Ela contou que com base nesse histórico foi possível estimar o número de crianças que receberiam chocolates. “Foi um tiro certeiro”, diz. Segundo a executiva, a ferramenta colaborou para a economia de luz no shopping durante o racionamento de energia. “Sabíamos os horários de pico e os períodos de menor movimento, quando passamos a trabalhar com uma iluminação parcial”, diz.

Para Mônica, a ferramenta tem infinitas possibilidades de uso. “Depende  da criatividade de quem usa, porque essa é uma ferramenta rica, que tem uma margem de erro de apenas 5%. Antes, com a contagem manual, tínhamos uma diferença de até 30%”, conclui.